{"id":19433,"date":"2024-12-17T15:36:00","date_gmt":"2024-12-17T18:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redeutv.com.br\/numero-de-casos-de-hiv-sobe-no-brasil-mortalidade-cai\/"},"modified":"2024-12-17T15:36:00","modified_gmt":"2024-12-17T18:36:00","slug":"numero-de-casos-de-hiv-sobe-no-brasil-mortalidade-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redeutv.com.br\/numero-de-casos-de-hiv-sobe-no-brasil-mortalidade-cai\/","title":{"rendered":"N\u00famero de casos de HIV sobe no Brasil; mortalidade cai"},"content":{"rendered":"

O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou o novo boletim epidemiol\u00f3gico sobre HIV e Aids no Brasil, abrangendo dados de 2023 at\u00e9 junho de 2024. Segundo o relat\u00f3rio, no ano passado, houve um aumento de 4,5% no n\u00famero de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana em rela\u00e7\u00e3o a 2022. Ao todo, foram registrados 46.495 novos casos de HIV em 2023. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Aids, no mesmo per\u00edodo, os casos chegaram a 38 mil, uma alta de 2,5% em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. J\u00e1 em 2024, at\u00e9 junho, houve 19.928 novos casos de infec\u00e7\u00e3o por HIV e 17.889 novas pessoas diagnosticadas com Aids.O boletim tamb\u00e9m revelou que o Pa\u00eds registrou a menor taxa de mortalidade por Aids dos \u00faltimos dez anos, com uma queda de 32,9% entre 2013 e 2023. A taxa passou de 5,7 \u00f3bitos por 100 mil habitantes em 2013 para 3,9 em 2023.PerfilQuanto ao perfil das pessoas diagnosticadas com HIV no ano passado:- 70,7% s\u00e3o do sexo masculino;- 63% dos casos foram registrados em pessoas pretas e pardas;- homens que fazem sexo com homens representaram 53% das infec\u00e7\u00f5es;- a faixa et\u00e1ria mais afetada foi a de 20 a 29 anos, respons\u00e1vel por 37,1% das notifica\u00e7\u00f5es.Distribui\u00e7\u00e3o regionalOs 46.495 casos registrados em 2023 est\u00e3o distribu\u00eddos da seguinte forma:- Sudeste: 16.134 casos (34,7%)- Nordeste: 12.486 casos (26,9%)- Sul: 7.619 casos (16,4%)- Norte: 5.952 casos (12,8%)- Centro-Oeste: 4.304 casos (9,3%)Sudeste e Sul, por\u00e9m, concentram a maioria dos casos historicamente – 49,2% e 19,6%, respectivamente. Nos \u00faltimos cinco anos, a m\u00e9dia anual de casos foi de 13,2 mil no Sudeste, 8,6 mil no Nordeste, 6,4 mil no Sul, 4,7 mil no Norte e 3 mil no Centro-Oeste.Por que os casos aumentaram e a mortalidade caiu?De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o crescimento dos registros est\u00e1 associado \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da testagem, uma vez que o exame \u00e9 obrigat\u00f3rio para a oferta da Profilaxia Pr\u00e9-Exposi\u00e7\u00e3o (PrEP), cujo acesso foi ampliado.”Isso \u00e9 uma \u00f3tima not\u00edcia”, disse ao Estad\u00e3o o m\u00e9dico Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV\/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (Dathi) do minist\u00e9rio. Segundo ele, o aumento nos casos de HIV reflete a melhoria no rastreamento da infec\u00e7\u00e3o, enquanto a queda na mortalidade \u00e9 um reflexo do sucesso no tratamento da doen\u00e7a.Infectologistas afirmam, contudo, que a justificativa da pasta n\u00e3o \u00e9 suficiente para explicar a alta. Segundo Alexandre Naime Barbosa, professor da Universidade Estadual Paulista “J\u00falio de Mesquita Filho” (Unesp) e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a amplia\u00e7\u00e3o da PrEP deveria levar \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos casos.”Isso \u00e9 um paradoxo. De fato, quanto mais testes, mais casos ser\u00e3o descobertos. No entanto, se a PrEP foi ampliada, o n\u00famero de casos deveria cair e n\u00e3o estar subindo”, diz.Para Henrique Valle, infectologista do Hospital Bras\u00edlia, o aumento das testagens \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel e positiva, mas outros fatores, como a diminui\u00e7\u00e3o do uso de preservativos e a falta de educa\u00e7\u00e3o sexual, tamb\u00e9m podem estar influenciando os dados.Barbosa tamb\u00e9m argumenta que, embora a redu\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade na \u00faltima d\u00e9cada tenha sido ressaltada, a diminui\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baixa no comparativo anual. Por exemplo: em 2022, foram registrados 11.062 \u00f3bitos por Aids (uma taxa de 4,1 mortos por 100 mil habitantes), enquanto em 2023 foram 10.338 (taxa de 3,1). Antes da pandemia, em 2019, ocorreram 10.634 mortes.”Ou seja, o n\u00famero n\u00e3o caiu. Se voc\u00ea olhar para antes da pandemia, ver\u00e1 que est\u00e1 praticamente igual”, diz. Para Barbosa, isso assusta considerando os muitos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico, preven\u00e7\u00e3o e tratamento da condi\u00e7\u00e3o. O esperado era que os n\u00fameros fossem mais animadores.Uma justificativa, pondera o professor, pode estar no acesso a essas novas tecnologias; os avan\u00e7os n\u00e3o chegam de forma igualit\u00e1ria para todo mundo, o que demanda uma atua\u00e7\u00e3o conjunta dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, especialmente dos estados e munic\u00edpios, para amplia\u00e7\u00e3o da oferta.Segundo Barreira, a queda pequena j\u00e1 era esperada. De acordo com o diretor do Dathi, para qualquer condi\u00e7\u00e3o, as taxas de mortalidade se estabilizam e deixam de cair ou subir drasticamente \u00e0 medida em que h\u00e1 melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de vida. “No caso da Aids, o tratamento j\u00e1 est\u00e1 espalhado, com cerca de 96% das pessoas detectadas se tratando, ent\u00e3o a queda da mortalidade passa a ser mais lenta”, afirma.De maneira geral, Valle resume que a a coexist\u00eancia desses fen\u00f4menos reflete diferentes quest\u00f5es: “Tanto os desafios atuais, quanto a preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e os sucessos na assist\u00eancia \u00e0s pessoas vivendo com HIV”. Leia Tamb\u00e9m: Jogador de 32 anos \u00e9 encontrado morto nas ruas de Moscou <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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