Acusado de matar homem com tábua de carne é condenado no interior de SP

Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro (SP) atendeu o caso de homicídio Guarda Civil Municipal Hunberto Agustinho da Silva foi condenado a 21 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, por matar Marcio Jose Boer, de 46 anos, com golpes de tábua de cortar carnes em Rio Claro (SP). De acordo com a sentença de terça-feira (22), ele não poderá recorrer em liberdade. O crime aconteceu na tarde de 8 de maio de 2025 em uma casa localizada na Rua 12, no bairro Santa Cruz. Hunberto foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM). O g1 não localizou a defesa de Humberto até a última atualização desta reportagem. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a sentença atestou a prática de fraude processual, assim como a presença das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Conforme a denúncia oferecida pela promotora de Justiça Maria Claudia Cruz de Oliveira, o crime ocorreu dentro da residência onde a vítima e o réu moravam e costumavam usar drogas. Agora no g1 Após uma discussão, Hunberto determinou que Marcio deixasse o imóvel e o ameaçou de morte. Diante da recusa, apoderou-se de uma tábua de madeira utilizada para cortar alimentos e desferiu diversos golpes contra a cabeça, o pescoço, o tórax e os membros da vítima. De acordo com o MP-SP, mesmo após Marcio estar gravemente ferido e incapacitado, o réu ateou fogo em parte do corpo dele, provocando queimaduras enquanto a vítima ainda apresentava sinais de vida. O homem sofreu múltiplas fraturas nas costelas, perfuração pulmonar e lesões no pescoço, que provocaram asfixia mecânica, de acordo com o laudo necroscópico. Também foram identificadas lesões de defesa nos braços e nas mãos, indicando que a vítima tentou resistir à agressão. A promotoria afirmou que o réu tentou alterar a cena do crime, arrastando o corpo para outro cômodo, lavando o local e removendo vestígios de sangue. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Rio Claro, com atuação em plenário do promotor de Justiça Cássio Sartori.n Ao justificar a qualificadora do motivo torpe, a promotora Maria Claudia apontou que a conduta criminosa revelou "absoluto desprezo pela vida humana". Mais notícias da região: EXÓTICOS: Sorvete de alface, molho de churrasco e café branco: conheça sabores 'diferentões' no interior de SP LUTO NA MÚSICA: Rick, morto em acidente aéreo, compôs hino de cidade do interior de SP com cantor Daniel TRAGÉDIA: Menino de 2 anos morre após se engasgar com pão de queijo no interior de SP Relembre o crime Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a GCM foi chamada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima sem vida em um quadro com diversas lesões pelo corpo aparentemente provocadas por instrumento contundente e outras com aparência de queimaduras. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito. Os GCMs encontraram Hunberto lavando a cozinha e limpando portas e o quintal, pois estavam com manchas de sangue. Segundo os guardas, o Hunberto contou que vivia com a vítima há aproximadamente um mês na casa e que sempre consumiam drogas. Ele disse ainda que não sabia o motivo da morte de Marcio e que foi ele quem solicitou a um vizinho para chamar o socorro. De acordo com o B.O., depois que os socorristas do Samu deixaram o local, Hunmberto voltou atrás a contou aos GCMs o que realmente aconteceu. Segundo ele, Marcio consumiu drogas, possivelmente cocaína ou crack, e ficou muito alterado. Em meio a uma discussão, ele teria pedido para que Marcio saísse da casa, pois caso contrário iria matá-lo. Caso foi registrado no Plantão Policial de Rio Claro Gabriela Ferraz/EPTV Como Marcio não o atendeu, Hunberto afirmou que pegou uma tábua de madeira utilizada para cortar alimentos na cozinha e desferiu alguns golpes na cabeça e corpo com a vontade de matá-lo. A vítima ficou cambaleante e passou a perder sangue, tendo chegado a entrar em um banheiro do lado externo do imóvel, e logo em seguida caiu na cozinha, já sem vida. Hunberto disse ainda aos GCMs que, enquanto o Samu não chegava, ele arrastou o corpo de Marcio até a cama em que ele foi encontrado sem vida e passou a limpar as manchas de sangue, mas não deu tempo de completar a tarefa. Os guardas civis preservaram o local para a Polícia Científica realizar o trabalho de perícia. A tábua utilizada no crime foi estava sobre a pia da cozinha e nela havia manchas de sangue. Herança Ainda segundo o boletim a irmã da vítima compareceu ao local e disse que Marcio havia recebido a casa como herança. De acordo com a irmã, ele era usuário de drogas e ela não sabia que o irmão havia deixado outras pessoas morar no imóvel, já que ela não visitava Marcio há aproximadamente quatro meses. Ela não conhecia Hunberto. Preso em flagrante, o agressor foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Estádio e depois encaminhado para o Plantão Policial. Ele não respondeu nenhuma pergunta, afirmou que só iria falar somente na Justiça e que não iria assinar nenhum documento. Hunberto foi encaminhado ao Setor Carcerário da Delegacia Seccional de Polícia de Rio Claro. Já o corpo de Marcio foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara