Denúncias por agressões contra profissionais da saúde crescem 26% na região de Piracicaba

01/04/2026 - 14:30  
Denúncias por agressões contra profissionais da saúde crescem 26% na região de Piracicaba

Agressões contra profissionais de saúde crescem 39% em Campinas em 2025 As denúncias de agressões contra profissionais da saúde cresceram 26,2% na região de Piracicaba (SP) entre 2024 e 2025, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O número saltou de 145 para 183 registros em um ano. 📊 O levantamento considera cidades da área de atuação do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9 (Deinter-9), com sede em Piracicaba. Na região de Campinas (SP), as denúncias também apresentaram uma alta de 39% no mesmo período. Em todo o estado, o salto chegou a 16%. A representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, o Sinsaúde Campinas e Região, Juliana Machado, lembra de um caso grave que ocorreu em Limeira (SP), em outubro de 2025, quando um idoso de 63 anos entrou com uma réplica de arma em uma unidade administrativa de um hospital e ameaçou funcionários do local. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "Ele não foi atendido por [causa de] um procedimento que não foi autorizado pelo plano [de saúde]. E ele, na sua revolta, foi armado numa estrutura hospitalar e sequestrou quatro técnicas de enfermagem, e ficou com elas. Hoje essas trabalhadoras estão fazendo acompanhamento. psicológico com o sindicato", disse Concentradas em prontos-socorros De acordo com a representante do sindicato, os ataques estão mais concentrados prontos-socorros, devido à sobrecarga e à superlotação, também pela falta de insumos, falta de material ou da estrutura para realizar algum procedimento. "Tivemos situações de trabalhadores que foram agredidos porque [...] deram prioridade ao atendimento que era mais grave em decorrência de uma dor de cabeça ou de um mal-estar momentâneo", relatou a profissional. Mulher desistiu da profissão após testemunhar agressão Depois de 19 anos sendo técnica de enfermagem, Juliana Alves Andrade deixou de ser profissional de saúde por causa das pressões na rotina das unidades onde trabalhava. O pior dos casos que testemunhou envolve uma agressão a um colega. "Ele foi agredido por ele não ter liberado um acompanhante a entrar dentro do sistema, que é uma regra do local, e o acompanhante o agrediu fisicamente, rasgou a roupa dele todinha, e agressão física eu nunca tinha presenciado até aquele momento. Esse foi o pior que eu vi", contou Juliana. "Nós somos linha de frente. Então, todos os problemas que acontecem no atendimento de saúde, a população em geral acaba direcionando para a enfermagem. Então, nós acabamos tendo que resolver problemas que na grande maioria não são nossos", lamentou. "Então, se tem um problema na recepção, chama a enfermagem. Se tem um problema na triagem, demora de atendimento, chama a enfermagem", completou. Denúncias por agressões contra profissionais da saúde crescem 26% na região de Piracicaba Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba