As contradições da paternidade cristã
As contradições da paternidade, por Herley Rocha Souza*
Um pai precisa ter braços fortes para proteger os filhos dos perigos, mas também braços frágeis e acolhedores para acalmá-los quando o perigo passa.
Um pai precisa ser firme em sua voz para guiar, mas sensível em suas palavras para consolar.
Um pai precisa vibrar com as conquistas dos filhos, mas também ser equilibrado para ajudá-los a lidar com as frustrações.
Um pai precisa ser referência de autoridade, mas ao mesmo tempo, modelo de humildade, reconhecendo seus próprios erros diante da família.

Um pai precisa trabalhar duro para prover, mas também reservar tempo para estar presente, mostra que sua presença vale mais do que qualquer provisão.
Um pai precisa carregar o peso de liderar, mas também aprender a depender do Pai celestial, que o sustenta em suas fraquezas.
Força e fragilidade na missão da paternidade
Ser pai é viver no fio entre força e fragilidade. É carregar o peso de proteger e prover, mas também ter o coração aberto para abraçar e consolar. É sorrir diante dos filhos, mesmo quando por dentro existe cansaço e dor.
Sim, a paternidade é cheia de paradoxos, e isso não é sinal de fracasso, mas de humanidade. No fim, cada tensão que o pai vive é um lembrete de que ele não é o herói da história: Cristo é.
*Herley Rocha Souza é pastor na Igreja Presbiteriana Parque das Nações e teólogo
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