Autonomia e neurodiversidade: como famílias e sociedade podem promover independência no dia a dia
No quadro Multiverso Neurodiverso, da Rádio ES Hoje, desta semana, a psicopedagoga, terapeuta e professora ABA Rebecca Bastos abordou a importância da autonomia no desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes.
Segundo a especialista, a autonomia deve ser entendida como um “músculo” que precisa ser exercitado diariamente, com paciência e constância. “Não se trata de fazer pela pessoa, mas de criar condições para que ela faça por si mesma. Promover a autonomia é um ato de empatia e respeito ao potencial de cada indivíduo”, destacou.
Rebecca trouxe estratégias práticas para famílias e educadores: uso de recursos visuais como cronogramas e checklists, etiquetas e prateleiras acessíveis, além da tecnologia assistiva — como aplicativos de agenda que ajudam na organização da rotina. Ela também reforçou que cada conquista, mesmo pequena, deve ser celebrada, pois fortalece a confiança e a autoestima da pessoa neurodivergente.
Outro ponto ressaltado foi a responsabilidade coletiva. Para a psicopedagoga, escolas, espaços públicos e a sociedade em geral precisam ser mais flexíveis e oferecer comunicação clara, ambientes acessíveis e acolhedores.
“Autonomia é também um direito, garantido pelo princípio da inclusão. Nosso papel é apoiar esse processo sem sufocar, permitindo que cada pessoa seja a melhor versão de si mesma”, concluiu.
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