Exposição com trabalho de Sebastião Salgado abrirá programação do Cais das Artes

Exposição com trabalho de Sebastião Salgado abrirá programação do Cais das Artes

Governador Renato Casagrande confirma inauguração do espaço para dezembro; museu terá gestão da Fundação Roberto Marinho e da OEI

O governador Renato Casagrande anunciou nesta sexta-feira (17) que a primeira grande exposição do Cais das Artes será “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, com abertura prevista para o primeiro trimestre de 2026. A informação foi dada durante coletiva de imprensa realizada no espaço, em Vitória.

Atualmente, a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, está em exibição na COP30, em Belém (PA). Após o encerramento do evento, a mostra será desmobilizada na capital paraense e remontada em Vitória, no Cais das Artes, marcando a estreia do museu no circuito nacional de grandes exposições.

Casagrande destacou que o governo já iniciou o planejamento da programação cultural e o envolvimento da comunidade capixaba com o novo equipamento.

“Nós já estamos fazendo aqui o planejamento, todo o debate, toda a programação e todo o envolvimento da comunidade capixaba com relação ao Cais. O Cais é de todos. A gente quer que esse equipamento seja apropriado pela sociedade capixaba.”

A obra do museu segue em ritmo acelerado

O governador explicou que, a partir do seminário realizado nesta sexta-feira, o Estado passa a definir as diretrizes de ocupação e uso do museu, com visitas monitoradas e atividades abertas ao público.

“A partir deste seminário fazemos o planejamento e o envolvimento. A gente vai ter aqui já a programação da primeira grande exposição, e vamos publicar um edital nos próximos dias para que também capixabas possam apresentar propostas e expor seus trabalhos no museu.”

Para Casagrande, o Cais das Artes coloca o Espírito Santo em posição de destaque no cenário cultural nacional e internacional, abrindo espaço para mostras, peças teatrais e apresentações musicais e de dança.

“É um equipamento que coloca o Estado numa posição de destaque da cultura nacional e internacional. Podemos entrar no roteiro de diversos eventos e temos que aproveitar ao máximo isso para valorizar a cultura e gerar oportunidades econômicas para os capixabas.”

A gestão do museu será compartilhada entre a Fundação Roberto Marinho e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), em parceria com o Governo do Estado.

“Um equipamento do tamanho deste exige um passo assertivo. A OEI, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o Governo do Estado, vai fazer deste espaço um grande equipamento para atender a população capixaba e quem vem nos visitar”, afirmou Casagrande.

A ocupação do museu será feita de forma gradativa, com a programação sendo ampliada ao longo de 2025.

“À medida que a gente inaugura, vai ocupando gradativamente com essa programação que passa a ser discutida a partir de hoje”, disse o governador.

Além das exposições artísticas, o Cais das Artes poderá receber outras atrações culturais, apresentações musicais e eventos ligados à economia do mar e à inovação, aproveitando sua localização privilegiada na Enseada do Suá, em Vitória.

Secretário destaca “construção coletiva”

O secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, destacou que o momento marca o início de um processo de escuta e construção coletiva com a comunidade cultural e a sociedade capixaba em torno do novo equipamento.

“Há uma grande expectativa em torno desse espaço, esse monumento arquitetônico do Paulo Mendes da Rocha. Com a parceria da Fundação Roberto Marinho e o acordo internacional com a OEI, temos a possibilidade de ativar muitas ações e frentes, potencializando esse espaço para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

Segundo Noronha, o seminário que deu início à programação do Cais das Artes representa uma oportunidade para troca de ideias e definição de diretrizes para os próximos anos.

“Esse é um momento de escuta, de troca. Vamos sair daqui com mais ideias, mais informações, mais possibilidades e frentes de trabalho para esse potente espaço do Espírito Santo”, disse.

Ele ressaltou ainda que a experiência da OEI na gestão de espaços culturais, como o Museu de Arte do Rio, será fundamental para o êxito do projeto capixaba.

“A experiência da OEI sem dúvida nenhuma vai contribuir muito para o planejamento e a execução dos próximos anos. Precisamos responder à altura da monumentalidade desse espaço, expressão do grande arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um espaço plural e pulsante”, concluiu o secretário.

O legado de Sebastião Salgado

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em 8 de fevereiro de 1944, na cidade de Aimorés (MG), e foi um dos fotógrafos mais importantes do Brasil e do mundo. Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo e com pós-graduação em São Paulo e Paris, ele trabalhava como economista antes de dedicar-se à fotografia nos anos 1970. A partir de então, viajou por mais de 120 países, produzindo séries documentais marcantes sobre migrações, trabalho, meio ambiente e populações vulneráveis. Em 1998, ele e sua esposa Lélia fundaram o Instituto Terra, dedicado à restauração ambiental em sua terra natal, evidenciando também seu compromisso com causas ambientais. Sebastião Salgado faleceu em 23 de maio de 2025, em Paris, deixando um legado visual e humanitário reconhecido internacionalmente.

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