Famílias de Vila Esperança ocupam prédios abandonados em Vila Velha
Cerca de 50 pessoas que viviam na comunidade de Vila Esperança, em Vila Velha, ocuparam dois prédios na região da Ponta da Fruta, na noite da última sexta-feira (26). As famílias estavam acampadas em frente ao Palácio Anchieta, em Vitória, desde o dia 31 de agosto, após uma decisão judicial determinar a reintegração de posse da área onde moravam. A saída dos moradores e a demolição das casas foi concluída no dia 10 de setembro.
De acordo com a Polícia Militar, o grupo se instalou em dois imóveis antigos e aparentemente em reforma. A corporação informou que não houve intervenção no momento da ocupação, cabendo aos militares apenas o monitoramento da situação. Uma equipe da Guarda Municipal já estava no local.
A liderança comunitária Adriana Paranhos, conhecida como “Baiana”, explicou que os prédios estavam desativados e interditados pela prefeitura. Sem energia elétrica, água e com apenas um banheiro, o espaço foi ocupado como forma de pressionar as autoridades por uma solução habitacional.
Segundo ela, muitas famílias ficaram sem alternativa após a reintegração e estavam morando na rua. Algumas não aceitaram ou não receberam os valores oferecidos. “O prédio parece ter sido um escritório ou pousada, mas hoje está cheio de entulho. Não é o local ideal, mas precisamos de um lugar mais digno para viver”, afirmou.
Situação dos imóveis e atendimento da prefeitura
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha informou que os prédios ocupados são de propriedade particular e possuem alvará de construção vigente.
Já a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) ressaltou que o atendimento às famílias de Vila Esperança e de Vale da Conquista começou antes da reintegração de posse, por meio de um posto montado no Projeto Tons de Amora, em Jabaeté, entre os dias 4 e 11 de setembro.
Segundo a nota, desde o dia 12 de setembro os atendimentos continuam sendo realizados na sede da secretaria, no Centro de Vila Velha. O órgão orienta que quem precisar de apoio deve comparecer à sede, localizada na Rua Henrique Laranja, nº 397, para encaminhamentos.