Inglaterra restringe energéticos: cardiologista alerta para riscos no Brasil
A Inglaterra iniciou consulta pública para proibir a venda de bebidas energéticas a menores de 16 anos. A medida foi motivada por estudos que relacionam o consumo ao aumento de pressão arterial, distúrbios do sono, ansiedade e problemas cardíacos. Um risco alertado pelo cardiologista Eduardo Serpa, em entrevista à Rádio ES Hoje.
O especialista explicou que os efeitos já preocupam também no Brasil. Segundo ele, a principal queixa da população são as palpitações. “Isso é um indício de estresse do dia a dia que a população tem sofrido, além do uso de substâncias inapropriadas, então existe um acúmulo grande no organismo que tem gerado crises de palpitações e até de ansiedade nessas pessoas”.
O consumo de bebidas energéticas está em alta no Brasil. No ano passado, cerca de 22 milhões de domicílios passaram a incluir o produto na rotina, o que representa uma presença em 38% das casas brasileiras. A tendência se estende também ao consumo fora de casa, com 9 milhões de novos compradores impulsionando o crescimento da categoria em diversos contextos.
Sobre os componentes da bebida, Serpa esclareceu que o consumo nocivo de cafeína, presente nas bebidas energéticas, é prejudicial ao organismo. “A taurina também está presente nesses energéticos, mas a principal ação ali da taurina é principalmente potencializar a ação da própria cafeína”. Acrescentou o especialista.
Eduardo reforçou que o consumo moderado de café é diferente do uso abusivo dos energéticos. “O cafezinho da manhã sempre é bem-vindo e deve-se continuar, porque aí você tem um consumo legal, que vai trazer os benefícios da cafeína para as pessoas”.
O cardiologista lembrou ainda a importância da prevenção. “Fazer o check-up, essa avaliação cardiológica é fundamental, porque nela você consegue dar alguns diagnósticos de potenciais fatores de risco que podem prejudicar no futuro, o coração daquela pessoa”.
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