Qualidade de vida é o novo luxo: mercado imobiliário de bem-estar deve dobrar até 2029
A busca por qualidade de vida deixou de ser apenas um diferencial e passou a ocupar papel central nas decisões de compra e investimento no mercado imobiliário. Uma pesquisa do Global Wellness Institute (GWI) aponta que o mercado global de imóveis voltados ao bem-estar movimentou US$ 584 bilhões em 2024 e deve dobrar de tamanho até 2029, alcançando US$ 1,1 trilhão. O crescimento ocorre em ritmo superior ao da construção civil global, que avançou 5,5% no mesmo período.
Entre 2019 e 2024, América Latina e Caribe lideraram o crescimento mundial, com taxa anual de 24%. O desempenho reflete uma mudança no comportamento de consumidores e investidores, que passaram a priorizar projetos que integram saúde física e mental, lazer, contato com a natureza e experiências associadas ao morar.
A tendência também é apontada pelo The Wealth Report 2025, da consultoria internacional Knight Frank, que inclui imóveis com foco em bem-estar, lazer e saúde entre os ativos mais valorizados do mercado global. Segundo o estudo, esse tipo de empreendimento apresenta retorno acima da média e maior resiliência em cenários econômicos adversos.
No Brasil, o movimento já se traduz em um número crescente de lançamentos imobiliários alinhados a esse conceito. Estados que reúnem atributos naturais, segurança e dinamismo econômico, como o Espírito Santo, vêm ganhando destaque. Com litoral valorizado e regiões serranas consolidadas, o estado atrai famílias em busca de qualidade de vida e investidores atentos ao potencial de valorização. Municípios como Guarapari e a região das Montanhas Capixabas figuram entre os principais destinos desse novo perfil de empreendimento.
Segundo Romero Valença, diretor do Conselho de Administração da Invite Inc., a mudança no comportamento do consumidor é estrutural. “Com os avanços tecnológicos, as pessoas passam mais tempo em casa e passaram a valorizar a moradia como espaço de convivência, bem-estar e equilíbrio. Após a pandemia, essa percepção se intensificou. Hoje, conforto construtivo precisa caminhar junto com saúde física, mental e conexão com a natureza”, afirma. De acordo com ele, no segmento de alto padrão, os diferenciais ligados ao bem-estar deixaram de ser complementares e passaram a influenciar diretamente o valor dos imóveis.
Dois empreendimentos da incorporadora ilustram essa tendência no Espírito Santo. Em Guarapari, o Manami Ocean Living (foto acima), localizado na Enseada Azul, aposta na integração entre arquitetura contemporânea, paisagem natural e estruturas voltadas à saúde e ao lazer. O projeto reúne apartamentos com varandas panorâmicas voltadas para o mar, piscinas aquecidas privativas, academia, spa, áreas de contemplação e convivência ao ar livre, distribuídos em uma península com ocupação controlada e preservação de áreas livres.
Já na região das Montanhas Capixabas, em Pedra Azul, o Vive Le Vin propõe uma experiência residencial integrada à natureza dentro da estrutura de um resort. O empreendimento prevê áreas de convivência, espaços de bem-estar, enogastronomia, coworking e experiências sensoriais, reforçando o apelo do interior capixaba para moradia, lazer e investimento.
A consolidação desse modelo indica uma transformação no mercado imobiliário, em que metragem e localização seguem relevantes, mas a experiência associada ao bem-estar passa a ocupar posição central na avaliação de valor dos empreendimentos.
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