Quarta fase: PF faz operação contra suspeita de fraudes em licitações da Educação de Sumaré

PF faz operação contra suspeita de fraudes em licitações da Educação de Sumaré Polícia Federal/Divulgação A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (12), uma operação para investigar suspeitas de fraude em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré (SP). A ação faz parte da quarta fase da Operação Coffee Break, que apura um esquema envolvendo servidores públicos e empresários. Durante a operação, foram cumpridos: 10 mandados de busca e apreensão um mandado de prisão preventiva uma medida que determina o uso de tornozeleira eletrônica por um dos investigados A Justiça também autorizou o afastamento de servidores dos respectivos cargos e o bloqueio de bens dos suspeitos. Além de Sumaré, as ações ocorreram nas cidades de Campinas (SP), Jundiaí (SP), Americana (SP) e Itu (SP). Fraudes e lavagem de dinheiro De acordo com a Polícia Federal, esta fase da investigação foca em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025. Os investigadores também apuram movimentações de dinheiro suspeitas, que podem indicar tentativa de esconder valores desviados de recursos públicos. LEIA TAMBÉM: Quem é quem: veja a relação de investigados desde a 1ª fase Café = propina: mensagens obtidas pela PF revelam palavras usadas em esquema milionário Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo do envolvimento de cada um. O nome da operação, Coffee Break, faz referência à palavra “café”, que, segundo as investigações, era usada pelos suspeitos como código para se referir a pagamentos de propina. Fases anteriores Na primeira fase da operação, deflagrada em novembro do ano passado, foram executados 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em São Paulo, no Distrito Federal e no Paraná. Em Hortolândia (SP), o vice-prefeito, Cafu César (PSB), foi preso, assim como o secretário de Educação do município, Fernando Moraes. Já em dezembro, a 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) revogou a prisão preventiva do vice-prefeito e determinou a aplicação de medidas cautelares. Vice-prefeito e secretários de Hortolândia são exonerados após operação da PF VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas