Três cidades com mais feminicídios não têm Delegacia da Mulher no interior de SP; relembre casos

10/08/2026 - 14:40  
Três cidades com mais feminicídios não têm Delegacia da Mulher no interior de SP; relembre casos

Região de Araraquara e São Carlos registrou 36 casos de feminicídio entre 2024 e 2026 Reprodução e Redes Sociais As três cidades da região com mais casos de feminicídios nos últimos 2 anos e meio não têm Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Conforme levantamento realizado pelo g1 com dados do SP Vida, Santa Cruz das Palmeiras, Aguaí e Boa Esperança do Sul são as cidades com mais casos no período. (Veja abaixo os dados e relembre casos noticiados pelo g1). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Cruz das Palmeiras tem 28.864 habitantes. Já Aguaí tem 32.072 moradores, enquanto Boa Esperança do Sul registrou 12.978 residentes no Censo Demográfico de 2022. Todas com menos de 35 mil ocupantes. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Entre 2024 e os seis primeiros meses deste ano, a região registrou 36 feminicídios. Santa Cruz das Palmeiras teve 7 casos, concentrando 20% dessas ocorrências. Aguaí e Boa Esperança do Sul aparecem em sequência, ambas com quatro registros cada. Em seguida, Araraquara (242.228 habitantes), Matão (79.033 moradores) e Rio Claro (201.418 residentes) com três casos cada. Por outro lado, São Carlos (254.857 domiciliados) registrou um feminicídio e, dentre as 14 cidades que tiverem o crime no período, está entre as com menos registros. 📺 A EPTV, afiliada da TV Globo, exibe entre os dias 3 e 14 de agosto a série especial "Dona Penha", que relembra a trajetória da ativista que inspirou a criação da Lei Maria da Penha. Com 11 episódios, exibidos de segunda a sexta-feira, a produção lembra os 20 anos da legislação, considerada um marco no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. (Veja aqui os episódios já exibidos). Veja o 6º episódio da série 'Dona Penha': Uma mulher é morta a cada 5 horas e meia, em média, no Brasil Cidades com casos de feminicídio (2024 a 2026) Secretaria de Segurança lista medidas Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do governo estadual que, em 2023, criou a Secretaria de Políticas para a Mulher. Em três anos, a atual gestão ampliou em 54% o número de espaços policiais para atendimento a elas, somando 142 DDMs e 173 salas DDM 24h, e que, para conectar mulheres em risco rapidamente à polícia, foi criado o aplicativo SP Mulher Segura. "Em 2025, houve crescimento de 17,5% nas medidas protetivas e de 12,5% nos boletins de ocorrência registrados nas DDMs do estado, em comparação ao ano anterior, além de aumento de 53% nos abrigos de acolhimento às vítimas", disse a SSP-SP. Ainda de acordo com a pasta, outra medida implantada, em setembro de 2023, foi a utilização de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência doméstica, garantindo o monitoramento dos agressores 24 horas por dia. O g1 questionou a SSP-SP se há estudo para implementação de DDMs em cidades pequenas que apresentem crescimento nos casos de feminicídio, como as apontadas na reportagem, mas não obteve retorno. Análise do cenário Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araraquara (SP) Brenda Bento/g1 A professora de Direito de Família, advogada e Presidente da Comissão Nacional de Gênero e Violência Doméstica do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Adélia Moreira Pessoa, analisou o levantamento elaborado pelo g1 e disse que é importante verificar se as políticas públicas previstas em lei estão sendo implementadas nesses municípios. "A meu ver, o que falta não é só DDMs, mas o trabalho realmente em rede em municípios menores, a oferta de serviços públicos intersetoriais de acolhimento à mulher, de proteção e apoio à mulher, nos vários setores públicos. A própria lei Maria da Penha prevê várias estratégias a começar da prevenção, mas deve ser uma construção em cada município", afirmou. Ela ressaltou que as DDMs são equipamentos públicos importantes para coibir a violência contra mulheres, mas que as políticas públicas precisam ser integradas, transversais e interdisciplinares da União, estados e municípios e de todos os Poderes do Estado e Ministério Público. Adélia explicou que a Lei Maria da Penha determina a criação de equipes de atendimento multidisciplinar e a criação de centros de atendimento integral e multidisciplinar, além de casas-abrigo para mulheres e seus dependentes, delegacias, defensorias públicas, serviços de saúde e centros de perícia médico-legal especializados, programas e campanhas de enfrentamento e centros de educação e de reabilitação para os agressores. "O aumento do feminicídio não pode ser analisado de forma isolada. Não se pode atuar apenas após a violência ocorrer. E medidas exclusivamente punitivas não resolvem o problema. Educação e conscientização são caminhos a serem buscados, pois há urgência de uma mudança cultural profunda, investindo-se na educação, campanhas de conscientização e programas voltados à discussão sobre masculinidade, respeito e igualdade de gênero", frisou. Para ela, a educação é indispensável à mudança de padrões sexistas que permeiam a nossa cultura. "Sem dúvida, a violência contra a mulher não é apenas um acontecimento da vida privada, pois em briga de marido e mulher, o Estado precisa meter a colher! Faz-se indispensável o desenvolvimento de ações de prevenção e de fortalecimento das redes de atendimento e de enfrentamento à violência doméstica". A especialista afirmou que é preciso que novas políticas públicas condizentes com as necessidades locais sejam implementadas, e as existentes fortalecidas e corrigidas em suas deficiências. "Foi longo o caminho percorrido pela mulher em busca de sua libertação da condição de subalternidade. Entretanto, há ainda um longo caminho a percorrer. Vamos celebrar os avanços, sim, mas é necessário vigiar e traçar estratégias para monitorar os caminhos civilizatórios que estamos percorrendo, onde se constatam permanências e muitas vezes recuos", afirmou. Relembre feminicídios em 2 anos e meio 2024: Em 2024, a região teve 16 casos de feminicídio, sendo seis deles em Santa Cruz das Palmeiras. Os outros 10 foram em Américo Brasiliense, Matão (2 casos), Caconde, Araras, Boa Esperança do Sul (2 casos), Leme, Aguaí e Rio Claro. Veja abaixo: Ana Maria Scarpa, de 35 anos, foi morta pelo marido Ronaldo Scarpa com um tiro na cabeça, em Américo Brasiliense, em 3 de janeiro de 2024. Uma discussão causada por ciúmes teria sido a motivação para o assassinato. Ana Maria Scarpa, de 35 anos, foi assassinada pelo marido em Américo Brasiliense Reprodução/Facebook Geny Pereira de Azevedo, de 41 anos, foi encontrada morta com ferimentos provocados por faca no abdômen em São Lourenço do Turvo, distrito de Matão, em 25 de fevereiro de 2024. Segundo a família, ela tinha medida protetiva contra um ex-namorado. Geny Pereira de Azevedo foi morta em distrito de Matão Reprodução/Facebook Shirlei Vanessa Emilio Baldassa, de 43 anos, foi morta pelo marido de 38 anos, no centro de Matão, em 24 de março de 2024. Ela foi encontrada morta em cima da cama, com perfurações de faca. Após o crime, o suspeito tirou a própria vida e foi achado morto no saguão. Polícia de Matão registrou um feminicídio seguido de suicídio em Matão Maury Jr. / Matão Urgente Tatiéle de Cássia dos Reis Gonçalves, de 38 anos, foi morta a facadas pelo marido, em Caconde, em 14 de abril de 2024. Uma mordida da mulher no dedo do homem durante relações sexuais teria sido a motivação para o assassinato. Tatiéle de Cássia dos Reis Gonçalves foi assassinada pelo marido em Caconde; ele se entregou e foi preso Gui Burger/ De Olho em São José e Reprodução/Facebook Adriana Aparecida Gabrieli Correa, de 24 anos, foi morta a tiros pelo namorado, de 30, em Santa Cruz das Palmeiras, em 28 de maio de 2024. Na ocasião, o homem também atirou contra o ex-marido e a filha de 4 anos da vítima. O suspeito se matou em seguida. Adriana Gabrieli foi assassinada a tiros em Santa Cruz das Palmeiras Reprodução/Facebook Uma mulher de 53 anos foi morta aos socos pelo companheiro, de 39, na residência do casal no bairro Jardim Morumbi, em Araras, em 24 de agosto de 2024. O suspeito foi preso em flagrante. Helena Aparecida da Silva, de 62 anos, foi morta pelo companheiro com golpes de enxada, no Jardim Bom Sucesso, em Leme, em 11 de setembro de 2024. O suspeito foi preso em flagrante. Camila Alves Delpasso, de 25 anos, e Roberta Aparecida Ventura, de 26, foram mortas a facadas em Boa Esperança do Sul (SP), em 12 de setembro de 2024. O autor dos crimes fugiu, mas morreu em um acidente de trânsito. Camila Alves Delpasso (à esquerda) e a cunhada Roberta Aparecida Ventura (à direita) foram mortas por Cristiano Alves de Jesus (centro) em Boa Esperança do Sul Arquivo pessoal Maria Aparecida Pereira Alves, de 22 anos, foi morta esganada pelo vizinho, de 34, em Aguaí, em 2 de outubro de 2024. Segundo a Polícia Civil, umas das linhas de investigação era que o crime tenha sido cometido por ódio. Maria Aparecida Pereira Alves foi assassinada pelo vizinho em Aguaí Reprodução/Facebook Laisa Luisa dos Santos, de 36 anos, foi morta a tiros por um adolescente, de 16, em Rio Claro, em 8 de outubro de 2024. O suspeito foi morto pela Polícia Militar em uma troca de tiros. Iraneide do Carmo, de 35 anos, foi assassinada a facadas, no Jardim Santa Terezinha, em Santa Cruz das Palmeiras, em 19 de novembro de 2024. Mulher foi assassinada em Santa Cruz das Palmeiras Reprodução/EPTV Viviane Aparecida Navarro, de 42 anos, Josiane Costa dos Santos, de 34, e Kethelyn Thainá Ribeiro de Jesus Santos, de 9, foram mortas a facadas, no Jardim Kennedy, em Santa Cruz das Palmeiras, em 30 de novembro de 2024. O suspeito era namorado de uma das vítimas e se matou após os crimes. Viviana Aparecida Navarro, de 42 anos, Josiane Costa dos Santos, de 34 anos e Kethelyn Thainá Ribeiro de Jesus Santos, de 9 anos foram mortas a facadas em Santa Cruz das Palmeiras. O suspeito dos crimes é José Damasceno (à dir), que também morreu. Redes sociais Eliana Aparecida de Jesus Matias Pereira, de 37 anos, morreu após ter 60% do corpo queimado pelo companheiro, de 48, que jogou gasolina e depois ateou fogo nela, em Santa Cruz das Palmeiras, em 16 de dezembro de 2024. O suspeito foi preso. 2025: Em 2025, a região teve 11 casos de feminicídio: Águas da Prata, Santa Cruz das Palmeiras, Brotas, Araras, Matão, Rio Claro (2 casos), São Carlos, Araraquara (2 casos) e Boa Esperança do Sul. Veja abaixo: Osnilda Pereira, de 52 anos, foi assassinada a facadas, no bairro Nova Prata, em Águas da Prata, em 18 de janeiro de 2025. O suspeito do crime foi preso. Osnilda Pereira foi assassinada a facadas em Águas da Prata Reprodução/Facebook Tainá de Andrade de Souza, de 29 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, de 28, em Santa Cruz das Palmeiras, 28 de março de 2025. O suspeito foi encontrado morto. Tainá de Andrade de Souza foi morta com 5 tiros pelo ex-companheiro em Santa Cruz das Palmeiras Redes sociais Lais Faustino dos Santos, de 27 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, que não aceitava o término, no Jardim Taquaral, em Brotas, em 6 de abril de 2025. Lais Faustino dos Santos, de 27 anos, foi morta pelo ex, em Brotas Arquivo Pessoal Vanessa Cristina Gonçalves, de 43 anos, foi assassinada pelo companheiro, de 46, em Araras, em 6 de maio de 2025. O suspeito foi preso. Vanessa Cristina Gonçalves, de 43 anos, morreu após ser assassinada pelo companheiro em Araras Repórter Beto Ribeiro e Reprodução/Facebook Deodata de Almeida Santos, de 91 anos, foi assassinada pelo filho, de 67, em Matão, em Matão, em 8 de junho de 2025. O suspeito foi preso. Idosa foi morta pelo filho em Matão Maury Jr/Matão Urgente/Funerária Márcia Alemão Bruna Rafaela Rocha Felix, de 24 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-namorado, de 23, que não aceitava o término da relação, no bairro Mãe Preta, em Rio Claro, em 22 de julho de 2025. O suspeito foi preso. Bruna Rafaela Rocha foi vítima de feminicídio em Rio Claro Redes sociais Daiana da Silva Miranda Figueiredo, de 38 anos, foi morta pelo ex-marido, de 41, na frente dos filhos, em São Carlos, em 28 de julho de 2025. O suspeito foi preso. Daiana da Silva Miranda Figueiredo, de 38 anos, foi assassinada pelo ex-marido em São Carlos (SP) Redes sociais Silvia Iris Martins, de 49 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro no Jardim Esplanada, em Araraquara, em 6 de novembro de 2025. O suspeito foi preso. Feminicídio : vítima foi identificada como Silvia Iris Martins. Ela foi esfaqueada pelo marido em Araraquara (SP) Walter Strozzi/acidade on / Redes sociais Celina Aparecida Bortolin do Nascimento, de 71 anos, morreu após ser esfaqueada e ter o corpo 100% queimado pelo companheiro em um incêndio no bairro do Estádio, em Rio Claro, em 5 de dezembro de 2025. O suspeito, de 64, também morreu. Vítima do feminicídio em Rio Claro (SP) foi identificada como Celina Aparecida Bortolin do Nascimento, de 71 anos. Redes sociais Francisca da Silva Lima, de 33 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, no Parque São Paulo, em Araraquara, em 5 de dezembro de 2025. O suspeito morreu após se envolver em um acidente durante a fuga. Mulher é assassinada em Araraquara (SP) Arquivo pessoal Rany Gonçalves Poso, de 19 anos, foi morta a facadas pelo marido, em Boa Esperança do Sul, em 21 de dezembro de 2025. O suspeito foi preso. Vítima foi Rany Gonçalves Poso, de 19 anos, em Boa Esperança do Sul (SP). Reprodução/ redes sociais 2026: Em 2026, a região já registrou nove casos de feminicídio: São João da Boa Vista (2 casos), Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Aguaí (3 casos), Araraquara e Leme. Veja abaixo: Jéssica Cândido Flora, de 34 anos, foi morta a facadas pelo companheiro, de 31, em São João da Boa Vista, em 4 de janeiro deste ano. O suspeito foi preso. Jéssica Cândido Flora, de 34 anos, foi assassinada a facadas em São João da Boa Vista (SP) Arquivo pessoal Ana Maria Ventura Lima Costa, de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo companheiro, no bairro São José, em Américo Brasiliense, em 11 de janeiro deste ano. O suspeito foi preso. Maria Aparecida Siqueira Ferraz, de 56 anos, morreu 6 dias após ser agredida com um soco ao tentar separar uma briga de casal, no Jardim Maria Tannuri, em Boa Esperança do Sul (SP). O crime foi em 25 de janeiro deste ano. Maria Aparecida Siqueira Ferraz morreu após levar soco tentando separar briga de casal em Boa Esperança do Sul, SP Reprodução/Facebook Roseli Candido Valente, de 48 anos, foi morta pelo marido, de 49, com um tiro no rosto em Aguaí, em 4 de fevereiro deste ano. O suspeito foi preso após cerca de 6 horas de negociação com a PM. Mulher foi morta com tiro no rosto após marido chegar alterado em casa em Aguaí, SP Redes Sociais Patrícia de Fátima Oliveira, de 47 anos, foi morta a facadas pelo marido, de 45, em São João da Boa Vista, em 6 de fevereiro deste ano. O suspeito se matou após o crime. Patrícia de Fátima Oliveira, de 47 anos, foi morta a facadas por Sinésio Fostinoni Júnior, de 45, em São João da Boa Vista Reprodução/Facebook Denuzia Pereira de Castro, de 62 anos, foi morta a facadas no trabalho pelo companheiro, de 42, no Jardim das Hortênsias, em Araraquara. O suspeito foi preso. Denuzia Pereira de Castro morreu assassinada a facadas pelo companheiro em Araraquara, SP Reprodução/Facebook Simone Aparecida Thomé, de 53 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Jardim Aeroporto, em Aguaí, no dia Internacional da Mulher, em 8 de março deste ano. O companheiro, de 36, foi preso. Simone Aparecida Thomé foi vítima de feminicídio em Aguaí (SP) no Dia Internacional da Mulher Redes sociais Jocasta de Jesus Olivato, de 38 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido, de 38, no bairro Zarif, em Leme, em 20 de março deste ano. O suspeito foi preso. Jocasta de Jesus Olivato, de 38 anos, foi assassinada em Leme (SP) Reprodução/Facebook Joice Ariana da Cruz Oliveira, de 29 anos, foi morta com mais de 30 facadas após ser perseguida pelo ex-namorado, de 38, em uma praça, na Vila Seca, em Aguaí, em 5 de abril deste ano. O suspeito foi preso. Joice Ariana Da Cruz Oliveira, de 29 anos, foi morta a facadas por namorado em Conchal — Foto: Redes sociais Redes sociais/Câmera de segurança Eduarda Dias Lima, de 21 anos, foi encontrada morta em uma residência, em Dourado, em 10 de junho deste ano. O suspeito, de 32, foi preso. O caso, que é considerado como o 10° feminicídio de 2026, ainda não consta no levantamento da SSP-SP, que inclui dados até maio. Eduarda Dias Lima, de 21 anos, foi vítima de feminicídio em Dourado, SP Redes Sociais REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no WhatsApp do g1 São Carlos.