VÍDEO: genro leva galho de pé de mexerica para sogra acamada colher frutos no interior de SP

Genro leva galho de mexerica para sogra acamada colher os frutos no interior de SP O que você faria para fazer outra pessoa feliz? O engenheiro de produção Thiago Cardoso Cruz, de 47 anos, decidiu levar um galho carregado de mexericas para a sogra Maria Teresinha Bertollo, de 76. Acamada após fraturar o fêmur, a aposentada de São Carlos (SP) pôde reviver o hábito que mais amava antes de adoecer: colher os frutos com as próprias mãos. Nesta sexta-feira (20), Dia Internacional da Felicidade 😁, Thiago contou ao g1 que teve a iniciativa como forma de estimular na recuperação da sogra e não deixar que ela se entregue à depressão por causa da dificuldade de locomoção. O gesto emocionou e viralizou nas redes sociais, somando mais de 452 mil visualizações. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram "Positivamente surpreso em ver que ainda coisas simples, pequenas, que tem um potencial enorme de cura, esperança, ainda geram empatia e comoção, então, a gente perceber que não é só correr atrás de ser o maior, melhor, mais rico, mais belo, mas ser o melhor ser humano", afirmou Thiago. O diretor executivo de operações André Bertollo, de 41 anos, contou que namora Thiago há três anos e que foi morar com a mãe, que começou a adoecer em 2017. Ele contou que às sextas-feiras o companheiro vai para a casa deles auxiliar nos cuidados dela durante o fim de semana. Apesar da mobilidade prejudicada, Maria Teresinha conseguia fazer diversas tarefas sozinhas. No entanto, em dezembro de 2025, sofreu uma fratura de fêmur, teve complicações como embolia pulmonar e passou semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Genro levou galho de mexerica para sogra acamada colher os frutos no quarto em São Carlos (SP) Arquivo Pessoal Em janeiro deste ano, a aposentada recebeu alta hospitalar. Maria Teresinha segue acamada e com diversas sequelas, mas, de acordo com o filho, aos poucos está se reabilitando. No entanto, é totalmente dependente deles. O pé de mexerica 🍊 André contou que o pé de mexerica fica na calçada da casa deles e que foi plantado por passarinhos. "Ele nasceu 'sozinho' há uns 8 anos e desde então ela acompanha a florada e a colheita. Ela sempre monitorava os frutos, colhia e dava para os vizinhos e nossos parentes". Mesmo durante a internação em dezembro do ano passado, Maria Teresinha não deixou de se preocupar com o pé de mexerica. "Mesmo na UTI ela me perguntava se o pé estava carregado de frutos". No sábado (14), durante o jantar, a aposentada comentou com o filho e o genro que o pé estava carregado de mexerica e que precisava colher, pois ela queria prová-las. "Lamentou que infelizmente ela não conseguiria coletar as mexericas do pé. O Thiago ouviu em silêncio e não disse nada". Pé de mexerica fica em frente da casa do André e da mãe dele, Maria Teresinha, em São Carlos (SP) Thiago Cardoso Cruz Mais notícias da região: VÍDEO: saiba como é feito o único vinho brasileiro que está entre os 115 melhores do mundo FATALIDADE: Quem era Liandra Pizani, jovem de 18 anos que morreu após acidente em rodovia no interior de SP LUTO: Morte do atleta Rafael Camarinho durante corrida em trilhas em MG gera comoção Levar o galho para a sogra No dia seguinte, André contou que ele foi trocar e arrumar a mãe para o café da manhã quando percebeu que Thiago estava pegando uma escada e indo até o pé de mexerica. "Eu perguntei o que ele ia fazer e ele disse que ia coletar para a minha mãe provar". André foi ajudar segurar a escada para o companheiro, porém as mexericas mais maduras estavam muito altas. Dessa forma, Thiago resolveu subir no pé e sofreu alguns arranhões durante a colheita. "Lá de cima ele me disse: 'ela não quer apanhar as mexericas? Então vou tirar um galho e levar para ela'". Ao descer da árvore, Thiago foi direto levar o galho com as mexericas para a sogra colher. "A hora que ela viu o galho lotado de mexericas fez uma cara de espanto e deu um pequeno grito: 'não acredito'". André contou que, ao ver a cara de felicidade da mãe, começou a filmá-la. André e a mãe (à esq.) durante a internação e Thiago com a sogra (à dir.) Arquivo Pessoal 🍊 Memórias afetivas O filho da idosa afirmou que a felicidade não está em bens materiais como as pessoas acham. "Mas são os pequenos atos que criam memórias afetivas, despertam em nós as melhores emoções. Ver a pessoa que você ama feliz não há preço. Precisamos desacelerar um pouco e pensar no próximo". Ele afirmou que cuidar dos pais deve ser visto como mais do que uma simples obrigação, mas uma satisfação enorme e que "nos torna cada dia mais humanos". Para André, em uma época de guerras e discórdias, a felicidade se encontra no simples, no sorriso, em apanhar uma fruta no pé. O filho da aposentada compartilhou um vídeo dela colhendo as mexericas no galho levado pelo genro nas redes sociais. "Foi um sucesso, mais de 400 mil visualizações em menos de dois dias". "Muitas pessoas ficaram tocadas pelo gesto. Acredito que isso mostra que, apesar de tudo, a humanidade sempre reconhece o amor genuíno e gratuito", complementou André. Genro levou galho de mexerica para sogra acamada colher os frutos no quarto em São Carlos (SP) Reprodução Thiago contou que o companheiro postou o conteúdo, despretensiosamente, porque achou o gesto dele bonito. "É um ato que não foi programado, foi feito na hora, de improviso, por conta da situação, por conta da gente querer estar sempre motivando ela melhorar e eu não faria só por ela". O engenheiro de produção contou que dentro da casa dele tem um exemplo de cuidado que é "um milhão de vezes maior do que qualquer ato que possa fazer". Segundo ele, a mãe cuida da avó, que é acamada e tem Alzheimer há 25 anos. "Então é natural para mim ver que devoção, carinho e cuidado é diário e, principalmente, para os nossos", finalizou Thiago. O casal André e Thiago junto com as mães deles durante passeio Arquivo Pessoal REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara