Ypê mantém formulário com pedido de chave PIX após suspender ressarcimento

15/05/2026 - 16:40 - 16:40
Ypê mantém formulário com pedido de chave PIX após suspender ressarcimento

Caso Ypê: como pedir o reembolso dos produtos suspensos pela Anvisa? Após pedir a chave PIX de consumidores que adquiriram produtos suspensos pela Anvisa, a Ypê voltou atrás e afirmou que o ressarcimento de seus produtos será suspenso. O formulário para o envio da chave, porém, continua disponível no site da empresa. A suspensão ocorreu depois que a agência identificou possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca e foi mantida por decisão unânime do colegiado da agência nesta sexta-feira (15) — entenda mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A informação constava em formulário disponibilizado aos clientes no site da fabricante, que ainda está publicado. O formulário também solicita dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. Há ainda um campo para o envio de eventuais notas ou cupons fiscais dos produtos. Advogados ouvidos pelo g1, porém, ressaltam que a apresentação das NFs não é obrigatória em casos como esse, embora possa agilizar o processo de reembolso. LEIA MAIS: Produtos Ypê suspensos pela Anvisa: o que fazer com os que tenho em casa? Posso pedir reembolso? Veja direitos Empresa ampliou canais de comunicação após decisão da Anvisa O g1 fez a solicitação por meio do site da empresa e, em seguida, recebeu um e-mail confirmando o registro do pedido. “Em breve, a resposta será enviada por e-mail ou telefone”, informa a mensagem. A reportagem também perguntou à fabricante se clientes já começaram a receber os reembolsos, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Ypê pede chave PIX de clientes que compraram produtos suspensos Reprodução Entenda os riscos O caso começou após inspeções realizadas na fábrica da empresa em Amparo (SP), em conjunto com órgãos de vigilância sanitária paulista. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão e armazenamento inadequado de resíduos de produtos. A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca. ⚠️ A bactéria é comum no ambiente e, segundo especialistas ouvidos pelo g1, representa baixo risco para a maioria das pessoas saudáveis. O maior perigo envolve grupos mais vulneráveis, como imunossuprimidos, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas com feridas, queimaduras ou dermatites, além de bebês e idosos fragilizados. Nesses casos, a bactéria pode causar infecções principalmente quando há contato com mucosas, olhos ou lesões na pele. A orientação geral é interromper o uso dos produtos atingidos pela medida. Quem utilizou os itens, mas não apresentou sintomas, não precisa procurar atendimento médico apenas por causa da exposição. Especialistas recomendam atenção a sinais como irritações persistentes, secreções, febre ou problemas nos olhos. Também orientam trocar esponjas de pia usadas com os detergentes afetados e, em caso de dúvida, relavar roupas íntimas, toalhas e peças de bebês com outro produto. Fábrica da Ypê em Amparo (SP) Ypê/Divulgação O que diz a Ypê A Ypê contesta as conclusões da Anvisa. A empresa afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos comercializados e diz que as imagens divulgadas da fábrica mostram áreas que não têm contato com os itens vendidos ao consumidor. A fabricante também sustenta que o uso normal dos produtos reduz drasticamente qualquer carga bacteriana e afirma que não há registros na literatura médica de infecções causadas por roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados. Ypê: o que fazer com os que tenho em casa? Posso pedir reembolso? Veja direitos VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas