Meus cadernos de trabalho, que têm de gráficos coloridos a ideias por testar, de descobertas a perguntas novas, de anotações de palestras alheias a pontuação do carteado em família, também têm várias entradas chamadas coisas que não posso dizer. São anotações sobre calhordices alheias para eu tentar entender depois, relatos das filhadaputices de colegas cientistas comigo para eu não me deixar esquecer feito uma bocó ingênua, desabafos sobre frustrações com alunos que deixam a desejar, indignação com teimosia científica ignorante, irritação com organizadores de evento absolutamente desorganizados e desrespeitosos. São comentários que só me prejudicariam, sem acrescentar nada a mais ninguém, se fossem feitos em voz alta.
Leia mais (08/06/2026 - 18h00)