Ele me chamou para ir ao quarto dele. Achei um pouco estranho, mas fui. Afinal, era ele -o amigo de todo mundo. Uma pessoa genial e generosa, como os amigos e conhecidos o descreviam. Ele até exercia certo fascínio sobre mim. Como ele me dava atenção, minha guarda baixou. Aquele era o ano em que eu
beberia pela última vez até parar definitivamente. Ou seja, um ano em que eu estava na ativa, com
muitas internações (duas até aquele momento). Eu me sentia sozinha, não via amigos. Não porque as pessoas estivessem brigadas comigo, mas porque eu não tinha força para procurar ninguém. Ficava na minha. Esquecida. E toda pequena atenção que me davam ganhava magnitude.
Leia mais (03/23/2026 - 11h45)