Vini Oliveira: operação contra vereador de Campinas apura suspeita de repasse de verba pública desviada após reunião

Vini Oliveira: operação apura repasse de verba pública desviada após reunião gravada A operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que tem entre os alvos o vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas (SP), investiga a suspeita de repasse de verba pública desviada após uma reunião registrada em vídeo. Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (3). Além do parlamentar, são investigados assessores dele e empresários do setor de transportes. Segundo os investigadores, a apuração teve início após a divulgação das imagens de câmeras de segurança que mostram um encontro realizado em 1º de abril deste ano, menos de um mês após o leilão da concessão do transporte público municipal. Nas gravações, Vini Oliveira e outras pessoas estão em uma reunião na sede da Smile Transportes, em Paulínia (SP). Ao final, envelopes são colocados em uma caixa preta, que depois é entregue a um acompanhante do vereador. A polícia afirma que as imagens revelaram "possíveis irregularidades em uma licitação pública" (assista o vídeo acima). 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Ainda conforme a nota, a Polícia Civil instaurou um inquérito e reuniu provas que deram embasamento para a Justiça expedir os mandados. Os participantes da reunião agora são alvo de uma investigação que busca verificar a suspeita de recebimento de valores supostamente desviados do setor público. Até o momento, foram apreendidos documentos, anotações, pen-drives, R$ 30 mil em espécie, celulares e outros dispositivos, que serão analisados. O material apreendido na ação deve ajudar no avanço das investigações, que seguem em andamento. A operação é conduzida em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold). A assessoria do vereador informou que ele está internado e, por enquanto, não vai se manifestar sobre a operação. A empresa de transportes também foi procurada, mas não respondeu até a última atualização dessa reportagem. Quem são os investigados Foto de arquivo do vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas (SP) Câmara Municipal de Campinas De acordo com informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, sete pessoas são investigadas: o vereador Vini Oliveira; assessores de Vini; o dono da Smile Transportes e Turismo, de Paulínia, uma das vencedoras da licitação do transporte em Campinas; filhos do dono da empresa de transporte. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 na metrópole e um em Paulínia, em endereços ligados a Vini, incluindo residências, escritórios, o gabinete do vereador e também em empresas envolvidas na investigação. Câmara abriu CP contra Vini Com a repercussão do vídeo, na segunda-feira (1ª) a Câmara Municipal abriu uma Comissão Processante para investigar suposta improbidade administrativa de Vini. O pedido de abertura da CP foi aceito por unanimidade entre os 29 vereadores presentes Para compor a Comissão, foram sorteados os vereadores Otto Alejandro (PL), que será o relator da CP, Paulo Haddad (PSD), definido o presidente, e Dr. Yanko (PP). A depender do resultado da apuração, Vini Oliveira pode ter o mandato cassado. Em postagem nas redes sociais antes do início da sessão, a equipe do vereador informou que Vini Oliveira estava internado e impossibilitado de comparecer ao Plenário em razão do estado de saúde. Como será a Comissão Processante Segundo a Legislação, o presidente iniciará os trabalhos, notificando o denunciado para apresentar defesa prévia, por escrito, no prazo de dez dias. Depois desse prazo, a CP tem mais cinco dias para emitir parecer, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia. Se o parecer determinar o prosseguimento da investigação, os trabalhos seguem. Caso opine pelo arquivamento, será submetido ao plenário da Câmara para que todos os vereadores definam se, de fato, a apuração deve ser encerrada ou merece continuar. LEIA TAMBÉM: Quem é Vini? 'Direitista' e influencer, 2º vereador mais votado de Campinas é também o mais jovem da história Se a investigação continuar, a comissão dá início à instrução, determinação dos atos, diligências e audiências necessários para o depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas. A Comissão terá prazo inicial de 90 dias para apurar o caso e apresentar relatório final, podendo recomendar que o processo seja arquivado ou que o mandato de Vini Oliveir seja cassado. Caso seja proposta a cassação, para que ela ocorra será necessário que pelo menos 2/3 dos 33 vereadores votem favoráveis. Agora no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região . Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.