“Idiotice Artificial”: quando as marcas ensinam IAs a responderem mal

02/01/2026 - 10:20  
“Idiotice Artificial”: quando as marcas ensinam IAs a responderem mal

Rodolfo Benetti, CSO da Orgânica Digital – Crédito: Divulgação No último RD Summit, levei ao palco uma provocação difícil de ignorar: a grande responsável pelas respostas “meio burras” das Inteligências Artificiais não é a tecnologia, são as marcas. A IA não cria do nada. Ela aprende, reorganiza e replica aquilo que encontra no ecossistema digital. Se encontra profundidade, devolve profundidade. Se encontra superficialidade, devolve superficialidade. Em resumo: a Inteligência Artificial só repete o que a gente produz. Por isso, a crítica não deve ser direcionada às ferramentas, mas à cultura de conteúdo que muitas empresas adotaram ao longo dos anos, baseada em volume, repetição e fórmulas desgastadas. Agora, essa cultura tem distorcido silenciosamente a mensagem das próprias marcas nas IAs. A boa notícia é que ainda existe controle. E ele está, majoritariamente, nas mãos das empresas. “Idiotice Artificial”: quando as marcas ensinam IAs a responderem mal – Crédito: Divulgação Os quatro tipos de conteúdo que alimentam a “Idiotice Artificial” Para entender por que tantas marcas estão sendo mal representadas pelas IAs, é preciso olhar para os padrões de conteúdo que dominam o mercado hoje. Costumo dividir esse cenário em quatro categorias: Conteúdo Wikipédia: informativo, correto, mas sem alma. Conteúdo Espelho: fala da empresa para a empresa, não para o cliente. Conteúdo Amigo: simpático, acessível, porém raso. Conteúdo Errado: desinformação explícita — o verdadeiro “lixo digital”. Esses formatos criam um ambiente em que todas as marcas soam iguais. E quando isso acontece, a IA não tem motivo para citar nenhuma delas. Se o conteúdo da sua marca poderia ter sido publicado por qualquer outra, não há razão para que ela seja lembrada. As marcas ainda têm poder: a maior parte das respostas da IA vem delas Um estudo recente da Yext analisou 6,8 milhões de citações em ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Os dados são reveladores: 44% das citações vêm de sites próprios. 42% vêm de listings (fichas de produtos, lojas ou locais). Apenas 2% vêm de fóruns. Na prática, isso significa que a maior parte da “matéria-prima” usada pelas IAs já está sob gestão das empresas. Manter informações precisas, estruturadas e rastreáveis deixou de ser apenas uma boa prática de SEO. Hoje, é governança narrativa em um ambiente mediado por Inteligência Artificial. Content+Performance: quando conteúdo gera relevância, reputação e receita Como antídoto ao conteúdo raso, na Orgânica, agência especializada em SEO, nós trabalhamos com nosso próprio método, o Content+Performance. A premissa é simples: todo conteúdo precisa gerar três resultados ao mesmo tempo: relevância, reputação e receita. Se não entrega pelo menos um deles, é apenas ruído. Nosso método se apoia em princípios como intencionalidade, autenticidade e confiança. São eles que orientam a criação de conteúdos capazes de ensinar tanto o mercado quanto as próprias IAs a reconhecer valor de verdade. O problema real é cultural, não tecnológico No fim das contas, o problema não nasce nas máquinas, nasce dentro das empresas. Organizações que vivem sob a lógica da urgência, do “cumprir pauta”, produzem conteúdo robotizado há anos. A Inteligência Artificial apenas tornou esse comportamento impossível de esconder. Como ressaltei durante minha apresentação no RD Summit: o marketing não é sobre o que você diz, é sobre o que o mundo (e as IAs) repete depois que você fala. Se a IA repete besteira, a fonte é você. Se a IA repete valor, a fonte também é você. A escolha, então, não é vencer a IA, mas parar de alimentar a “Idiotice Artificial”. Orgânica Digital A Orgânica Digital é uma agência de marketing especialista em SEO, conteúdo e performance, com 18 anos de atuação, reconhecida no Brasil por sua abordagem metodológica e pragmática, e seu foco inegociável em resultados tangíveis. A agência é parceira oficial do Google e possui o selo Google Partner Premier, entre as 3% melhores agências do país no programa. Também faz parte do seleto grupo de agências Diamond, que alcançaram o topo da jornada como parceiras da RD Station, entre as mais de 2 mil agências do ecossistema. Com uma equipe distribuída pelo Brasil, atende empresas líderes de seus segmentos em diferentes mercados, do regional ao global, incluindo marcas como Otis, Cresol, Consigaz, ABB (maior empresa de eletrificação e automação industrial do mundo), Palfinger (LATAM) e TIS (principal empresa de tecnologia de Angola). Seu método próprio, Content+Performance, orienta todas as suas entregas, integrando conteúdo, performance e tecnologia para transformar visibilidade em vendas e apoiar o crescimento contínuo das empresas, desde a atração até a retenção de seus melhores clientes.