Limeira analisa 3 locais para abrigar alunos após incêndio da escola Prada

Incêndio destrói parte da histórica Escola Prada em Limeira no Dia do Trabalhador A Prefeitura de Limeira (SP) analisa três locais para remanejar os estudantes da Escola Municipal Prada, que foi parcialmente destruída após um incêndio nesta sexta-feira (1º). Cerca de 300 alunos de cinco a 11 anos estudavam no prédio histórico. O prefeito Murilo Felix havia informado à EPTV, afiliada da TV Globo, que os estudantes seriam transferidos nesta quarta-feira (6) para o prédio de uma antiga faculdade. No entanto, na tarde desta segunda-feira (4), a Prefeitura confirmou que o local ainda não foi definido. Representantes de diferentes secretarias estão reunidas no Paço Municipal para definir como será o remanejamento dos estudantes, quando haverá o retorno das aulas e como será feita a reforma do edifício destruído pelo fogo. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "A previsão inicial é que nós consigamos fazer isso na quarta-feira, mas ainda nós não podemos confirmar porque os contratos ainda não foram assinados, existem ainda algumas pendências administrativas para que a gente possa definir essa data com precisão", disse o secretário de Educação, Antônio Montesano Neto. Não houve registro de feridos, segundo a prefeitura. As aulas estavam suspensas devido ao feriado do Dia do Trabalhador. Os arquivos de pelo menos 12 mil alunos, que ficavam guardados na Secretaria e na Direção da escola, foram destruídos pelo fogo. As salas de aula e de informática, além da coordenação e a ala de educaão infantil também não resistiram às chamas. O fogo atingiu mais de 10 cômodos. "Pelo menos dois blocos ainda não foram afetados pelo incêndio. No bloco principal, que é onde ficava toda a parte de secretaria, de documentação e algumas salas de aulas, isso foi destruído pelo fogo", contou o secretário da educação. Tombamento Incêndio atinge Escola Prada, em Limeira (SP) Wesley Almeida/EPTV A escola completa 80 anos em junho de 2027. O prédio, tombado como patrimônio histórico do município, já fez parte do conjunto Prada, onde funcionava uma das maiores fábrica de chapéus da América Latina. A estimativa é que cerca de 30 mil alunos já passaram pela unidade desde o início das atividades. "A gente começou a conversar com arquitetos, engenheiros, e vários deles dizem que é possível recuperar essas paredes e que é possível restaurar. Mas a gente só vai poder definir isso depois que a gente tiver um parecer da polícia científica e também nós vamos contratar um pessoal especializado para poder definir o que é possível reaproveitar ou não", contou o secretário. AVCB O incêndio escolar pode ter começado na fiação elétrica, apontou o Corpo de Bombeiros de forma preliminar. O edifício, assim como outras 40 unidades escolares da cidade, não possuia o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). 🔎O AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros e certifica que o imóvel possui condições adequadas de segurança. Isso inclui itens como extintores, sinalização de emergência, equipamentos de combate a incêndio, portas corta-fogo e outros itens. "[Na escola Prada] não era questão só o AVCB. Tinha que fazer uma restauração. A gente tinha problema no telhado, nós tínhamos alguns problemas de infiltração, um piso que estava já precisando ser trocado. Então, nós já temos um grande projeto de reforma e que agora vai ser viabilizado, mas estava em andamento esse projeto", disse o secretário. Segundo a administração municipal, ao assumir a gestão em janeiro de 2025, foram identificadas "muitas escolas da rede municipal sem o AVCB e com problemas estruturais graves". Diante disso, foi instalada uma comissão técnica para realizar o levantamento completo da situação e adotar as providências necessárias. Murilo Félix não passou datas para a conclusão da contratação da empresa, nem um prazo estimado para adequação das escolas. Bombeiro apaga chamas durante incêndio na escola Prada Wagner Morente Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.