Defesa Civil Interdita prédio residencial por risco estrutural em Indaiatuba

28/04/2026 - 17:20  
Defesa Civil Interdita prédio residencial por risco estrutural em Indaiatuba

Residencial Ravenna, em Indaiatuba (SP), foi interditado pela Defesa Civil por risco estrutural Reprodução/Google Maps Por risco estrutural, a Defesa Civil de Indaiatuba (SP) interditou e determinou a desocupação total de um prédio residencial localizado na Rua das Camélias, no bairro Jardim Renata. Os moradores foram notificados na última sexta-feira (24) e precisam deixar seus apartamentos. Segundo a Defesa Civil, a vistoria foi realizada após a denúncia de um morador. No local, foram identificadas "trincas e movimentações estruturais", o que motivou a interdição imediata. A Defesa Civil deu um prazo de 10 a 15 dias para que todos os moradores deixem o edifício. A instituição alertou, no entanto, que o prazo pode ser reduzido caso o quadro estrutural do prédio piore. Segundo um morador do Residencial Ravenna, o edifício tem 13 anos e é composto por 36 apartamentos. Problemas estruturais Segundo as empresas responsáveis pela obra, os problemas estruturais encontrados agora em 2026 são os mesmos que já haviam sido identificados em vistorias de 2017 e 2019. As construtoras afirmam que, em 2022, foi firmado um acordo judicial com os moradores. O acordo estabeleceu o pagamento de uma indenização para que o próprio condomínio ficasse responsável por gerenciar e executar as obras de reparo. De acordo com as empresas, o pagamento da quantia foi finalizado em 2025. Em nota, as empresas A. Pinheiro Administração de Bens Ltda., LLP Participações e Empreendimentos Imobiliários Ltda. e RPS Imóveis Eireli disseram lamentar a situação, mas reforçaram que, "por força do acordo judicial, a responsabilidade pelas obras e pela segurança do prédio foi transferida integralmente ao condomínio". "As empresas lamentam profundamente a situação relatada pelos moradores em 2026, se solidarizam com as famílias que residem no edifício. No entanto, por força de lei e do acordo judicial transitado em julgado, reiteram que a responsabilidade técnica e financeira pela execução das reformas e pela manutenção da segurança da edificação foi transferida integralmente ao Condomínio no momento da transação judicial. As empresas reafirmam sua conduta pautada na boa-fé e no estrito cumprimento das decisões do Poder Judiciário." O g1 tentou contato com o síndico do condomínio para comentar sobre a interdição e os problemas apresentados, e a reportagem será atualizada assim que ele se manifestar. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas